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COMPREENDENDO O APOCALIPSE - (Estudo I)

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O SIGNIFICADO DO TÍTULO “APOCALIPSE”

            A palavra “Apocalipse”, tem sua origem no grego “apokalypsis” e tem como significado “revelação”. Traz em si o sentido de “tirar o véu”, “tirar o que encobre”. Revelação é trazer à luz o que está oculto, escondido.

            Quando iniciamos a leitura do livro, já observamos logo no início essa grande verdade expressa no versículo 1:

Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo.”

O livro tem como propósito revelar e não esconder as verdade de Deus. Essa é a revelação que vem de Deus e o seu propósito é que seus filhos compreendam tais verdades.

O CONTEXTO HISTÓRICO.
UM PANO DE FUNDO QUE PRECISA SER OBSERVADO

            Estudar o Apocalipse sem compreender o contexto histórico é praticamente uma tarefa impossível.

            O livro foi escrito num período de grande perseguição a igreja, sob o domínio de Roma, tendo como imperador Domiciano, que havia se declarado deus e senhor e estabelecido o culto ao imperador em todo o império. Escrito provavelmente entre 95 e 96 d.C., o livro tem como autor “João”. Apesar de haver muitas discussões sobre quem foi esse “João”, quando olhamos para o contexto, percebemos que o único João que poderia escrever às sete igrejas da Ásia Menor com propriedade é o Apóstolo João. Portanto, mesmo não havendo provas cabais, acreditamos ter sido o Apóstolo João o autor do livro.

Observa-se que nesse tempo, João o último apóstolo, uma liderança importantíssima para a Igreja primitiva, se encontra exilado (Ap. 1.9). Em meio a grandes perseguições e martírios, o cristianismo está sendo massacrado por Roma. É dentro desse contexto que grande sofrimento para a Igreja de Cristo, que Deus revela a João o conteúdo do livro do Apocalipse.

A mensagem inicial do Apocalipse é dirigida às sete igrejas da Ásia Menor (Atual região ocidental da Turquia): Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia.

Essas igrejas receberam a mensagem contida no livro e cada uma dentro do seu contexto, pôde receber os direcionamentos e tratamentos divinos para que pudessem ser encontradas dentro da centralidade da vontade de Deus.

A mensagem do Apocalipse teve sua abrangência para o contexto da época que foi escrito e também revelando os acontecimentos que ainda iriam ocorrer (Ap 1.19). Logo, podemos afirmar as sete igrejas da Ásia além de terem sido alcançadas com a mensagem do Apocalipse, também se tornaram uma figura representativa de todas as igrejas de todos os períodos até o fim dos tempos. O livro revela o reinado e soberania de Deus sobre toda a história, chegando ao clímax, com um final triunfante em Cristo Jesus derrotando e destronando de plena o Reino das trevas liderado por Satanás. O Apocalipse trata do passado, presente e futuro.

MÉTODOS DE INTERPRETAÇÕES DO APOCALIPSE

I.     O método preterista;
II.  O método futurista;
III.   O método historicista;
IV.    O método idealista ou espiritualista;

SIMBOLISMOS E ALEGORIAS

            O livro foi escrito em linguagem apocalíptica. Nesse tipo de literatura há forte presença de símbolos e alegorias, forte drama e outros contextos inerentes dessa linguagem, que teve seu início em Daniel, passando por Ezequiel e no Livro do Apocalipse. (Importante destacar também, que no período do silêncio profético (400 anos), que perdurou de Malaquias ao nascimento de Cristo, outras literaturas foram escritas usando esse tipo de linguagem.

            Importante ressaltar que uma interpretação coerente num texto apocalíptico, não deve ser feita de forma literal, quando a tônica são as alegorias e símbolos.
Observe que logo no primeiro capítulo do livro já percebemos pelo próprio texto que as visões dadas ao Apóstolo seriam recheadas de simbolismo:

“E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido no tórax com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas. E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece. (1. 12-16)”

Agora veja como o versículo 20 desse capítulo, traz a interpretação dos símbolos principais que foram mencionados.

"O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas."

            A descrição de Cristo apresentada no texto, está repleta de símbolos que não devem ser interpretados de forma literal. O ponto alto de cada detalhe dessa simbologia descreve a majestade do nosso Senhor Jesus.

  v  Cabelos brancos como a alva lã – representam a eternidade;
  v  Olhos como chamas de fogo – Os olhos do Senhor que penetram cada coração e que veem todas as coisas.
  v  Pés de bronze – O juízo do Senhor que pisa o iníquo;
  v  A espada de dois gumes que sai da Sua boca – A Palavra de Deus;
  v  O seu rosto como o sol – A glória e o resplendor do Senhor.

Dessa forma, compreendendo os símbolos à luz da própria palavra de Deus, o leitor em submissão ao Espírito Santo, poderá interpretar e compreender os valores e ensinos ministrados de Deus ao coração da sua igreja.

Importante lembrar, que esse mesmo princípio de interpretação deve ser aplicado aos números que em grande parte, também são simbólicos;

Como exemplo observamos:

  v  A significativa presença do número sete no livro que aparece 54 vezes e de forma implícita, o vemos destacado nas sete seções que divide o conteúdo do livro.

ü Sete referências diretas à segunda vinda de Cristo e o juízo que virá;
ü Sete bem-aventuranças;
ü Sete referências à Palavra de Deus;
ü Sete referências a Deus como “Todo poderoso”, dentre outras.

  v  Vemos também o número 4 simbolizando eventos terrenos.

  v  Encontramos o número três explicita e implicitamente;

  v  O número 10, sempre aparece ligado às forças do mal;

  v  O número 12 e seus múltiplos sempre estão ligados ao povo de Deus.

  v  O número 6 ocorre hora ligado ao juízo de Deus sobre o mal ou ligado diretamente ao próprio Satanás.

  v  Observamos de forma clara o 666, número da besta, mostra o grande desejo de Satanás de se tornar o número 7 que é a representatividade de Deus. O número 666 é uma dízima periódica. Ele sempre militou e tentou ser igual a Deus, mas nunca conseguirá, pois já foi destronado por Cristo na Cruz do calvário, quando de sua morte e ressurreição.

Nossa pretensão com essa abordagem inicial, é mostrar a grandeza e o quanto temos a aprender com esse livro tão maravilhoso. Contudo, para sermos abençoados nesse estudo, será necessário envolvimento com a oração e dependência do agir do Espírito Santo, para uma compreensão plena de toda a Palavra de Deus.

      É maravilhoso ver que a grande mensagem do livro é: Jesus morreu, ressuscitou, foi assunto aos céus e voltará. Ele julgará o mundo e para sempre a Igreja viverá com Ele.

APOCALIPSE 1. 1-20

v  Bem-aventurado aquele que lê e ouve; (v.3)

v  Uma mensagem de Cristo às sete igrejas da Ásia; (1.4,11) (Observação do contexto histórico)

v  Uma revelação das coisas que aconteceriam logo; (1.1,3; 22,6,10. (João não selou as palavras porque o tempo estava próximo; (22.10)

v  Os sete Espíritos de Deus; (v.4)

                   Os sete Espíritos são: o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor”conforme podemos ler em Isaías 11:2-3 e este espíritos irão julgar e repreender a todos que estiverem vivendo de maneira contrária aos ensinamentos de Deus.

v  Os sete castiçais; (v.12) – As Sete Igrejas da Ásia e também uma representatividade da Igreja de Cristo em todos os tempos;

v  O Filho do homem; (v.13) – Humanidade de Cristo;

v  Jesus no meio dos sete castiçais; (O Governo de Cristo sobre a Igreja)

v  As vestes de Cristo; (v.13) – O sacerdócio e a Realiza de Cristo;

v  Cabelos brancos como a alva lã e como a neve; (v.14) – Sabedoria, pureza e eternidade de Cristo;

v  Olhos como chamas de fogo; (v.14) – A onisciência de Deus (Ele sabe de todas as coisas)

v  Pés semelhantes a latão reluzente; (v.15) – O Juízo de Cristo que abate e destrona o iníquo;

v  Voz como a voz de muitas águas; (v.15) – Voz que todos ouvirão;

v  Uma espada de dois fios que sai da boca de Cristo; (v.16) – A Palavra de Deus;

v  O seu rosto como o sol; (v.16) – A glória e a majestade de Cristo;






João caiu aos pés de Cristo como morto; (v.17-20)

Uma observação à Igreja.

            Observamos de forma muito clara que quando Daniel e João receberam a palavra da profecia, do plano de para o seu tempo e futuro, ambos caíram aos pés do Senhor (Dn 10.7-10; Ap 1.17). Eles não aguentar ficar de pé diante da grandeza, soberania, glória e majestade do Senhor! Eles se renderam prostrados em temor e tremor diante de Deus. Talvez a pergunta que não queira calar seja: “como temos nos portado diante desta tão grande revelação de Deus para a vida da igreja? O plano de Deus para a sua igreja é perfeito! A revelação e grandiosa porque é ministrada por um Deus grandioso e majestoso. Precisamos nos humilhar e quebrantados nos apresentarmos diante do Deus que nos salvou para ouvir suas palavras proféticas e ser participante ativo no grandioso plano de Deus para a sua igreja na terra. Somos a noiva de Cristo! Maranata! Ora vem Senhor Jesus.



Fontes Bibliográficas:
- Estudos no Livro do Apocalipse (Hernandes Dias Lopes)
- Bíblia Sagrada
- www.estudosdabiblia.net/








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