PORQUE SOFREMOS Para compreender um pouco essa grande questão, precisamos refletir sobre o plano de Deus. Desde o princípio, Ele criou u...

PORQUE SOFREMOS
Para compreender um pouco essa grande questão, precisamos refletir sobre o plano de Deus. Desde o princípio, Ele criou um mundo perfeito, como se fosse uma extensão do céu, onde havia paz, harmonia e ausência de dor. No entanto, acontecimentos marcantes mudaram o rumo da história, trazendo as causas que hoje explicam o sofrimento humano.
1. A humanidade é imperfeita e pecadora
A primeira razão vem do pecado original. Desde a rebelião no Jardim do Éden, a humanidade se afastou de Deus e sofreu as consequências dessa escolha. Em Gênesis 3.16-17, o Senhor diz: “Multiplicarei grandemente o teu sofrimento na gravidez [...] maldita é a terra por tua causa! Com sofrimentos obterás do solo o teu alimento, todos os dias da tua vida.” A partir desse momento, o ser humano passou a experimentar dor, injustiça e desordem. Vemos pela Palavra de Deus, que no fim dos tempos, quando da volta de Cristo a iniquidade se multiplicará de uma forma tal que o amor de muitos esfriará. (Mateus 24.12)
Poderia Deus simplesmente destruir tudo e recomeçar, evitando a desobediência de Adão e Eva? Sim, mas Ele escolheu outro caminho: conceder-nos a oportunidade de escolher entre o bem e o mal, entre obedecer ou não; Ele nos deu Jesus! Deus não deseja que sejamos robôs programados, nem seres guiados apenas pelo instinto. Ele quer que O sirvamos por amor e decisão própria, não por obrigação. Esse “poder de escolha”, muitas vezes mal compreendido, é uma expressão do amor divino; entretanto, essa liberdade traz também a responsabilidade pelas consequências de nossas decisões.
2. O mundo está sob a influência do maligno
A segunda razão é que o atual sistema do mundo é governado pelo maligno. Como diz 2 Coríntios 4.4: “O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”
Isso, porém, não significa que Deus perdeu o controle. Ele continua sendo soberano e Senhor sobre tudo. Em Sua sabedoria, Deus permitiu que Satanás atuasse dentro de certos limites, com o propósito de mostrar a diferença entre os caminhos: o do pecado, que conduz ao sofrimento, e o da obediência, que conduz à verdadeira vida.
Mas é importante lembrar: estar em Cristo não significa ausência de dor ou de aflições nesta terra. A alegria plena e a paz completa só serão experimentadas na eternidade. Aqui, continuamos sujeitos às consequências de um mundo caído, mas com a esperança viva da salvação e da vitória final. Assim, Deus quis demonstrar que Sua forma de agir é perfeita e que toda rebelião contra Ele conduz inevitavelmente à dor.
3. As adversidades alcançam a todos
A terceira razão é que, neste mundo, todos enfrentam dificuldades. O próprio Jesus declarou em João 16.33: “Neste mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”
Nada escapa do controle de Deus, e até mesmo o sofrimento pode cooperar para o bem daqueles que O amam (Romanos 8.28). Muitas vezes, é por meio da dor que o coração humano se volta para Deus. Nem sempre as pessoas O buscam quando tudo vai bem; por isso, Ele transforma o sofrimento em oportunidade de salvação.
Todavia, é errado questionar a Deus? Alguns pensam que perguntar “por que Deus permite o sofrimento?” demonstra falta de fé. No entanto, a Bíblia mostra que até os servos fiéis fizeram esse tipo de pergunta. O profeta Habacuque, por exemplo, clamou em Habacuque 1.3: “Por que me fazes contemplar a injustiça e ver a maldade? A destruição e a violência estão diante de mim...” E Deus o repreendeu? Pelo contrário, respondeu-lhe com sabedoria, fortalecendo sua fé (Habacuque 1.5). Portanto, questionar não é pecado; o erro está em se rebelar contra Deus ou duvidar do Seu amor. Apesar de toda dor, temos a certeza de que Ele já nos deu a maior prova de amor: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16)
Jesus venceu o mal e o pecado, deixando-nos o exemplo de obediência perfeita. Enquanto aguardamos Sua volta, conforme 1 Tessalonicenses 4.16-17, e o fim definitivo do sofrimento com a derrota de Satanás (Apocalipse 20.10), podemos aliviar a dor presente de duas formas:
- Escolhendo a Deus todos os dias: “Buscai, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça...” (Mateus 6.33)
- Perseverando em oração: “A oração de um justo é poderosa e eficaz.” (Tiago 5.16)
Por fim, lembremos da promessa que sustenta nossa esperança: “Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não se comparam com a glória que em nós será revelada.” (Romanos 8.18)
Jaylla Figueiredo Machado Tavares
Membro da Igreja Casa de Oração Cehab



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