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Compreendendo Romanos 4.15

“Porque a Lei produz a ira. E onde não há Lei, não há transgressão.” O que é a Lei? Romanos 2. 12,13 “Todo aquele que peca...



“Porque a Lei produz a ira. E onde não há Lei, não há transgressão.”

O que é a Lei?

Romanos 2. 12,13

“Todo aquele que pecar sem a Lei, sem a Lei também perecerá, e todo aquele que pecar sob a Lei, pela Lei será julgado. Porque não são os que ouvem a Lei que são justos aos olhos de Deus; mas os que obedecem à Lei, estes serão declarados justos."

            Observação geral sobre o termo “lei”

            Lei se entende por princípio, preceito ou normas que são criadas com o objetivo de estabelecer regras que precisam ser seguidas. A palavra vem do latim “lex”, que significa “lei” e que tem o sentido de uma obrigação que é imposta. São através das leis estabelecidas e regidas por uma sociedade, que as ações e comportamentos dos indivíduos são controlados, visando a subsistência dessa sociedade.

            Observação bíblica sobre o termo “Lei”

            Olhando para a Palavra de Deus, vemos que “a Lei” foi dada ao povo de Israel, através de Moisés, quando a congregação estava acampada em frente o monte Sinai, após o povo ter saído do Egito. Foi através da instauração da Lei que Deus se tornou conhecido ao seu povo, revelando Sua vontade em especial em três áreas da Nação: pessoal, social e espiritual. Portanto, vemos de forma clara que no antigo testamento, fazer a vontade de Deus estava intrinsicamente ligado a obediência à Lei.

            Qual a razão de Deus ter dado a “Lei”?

Em II Timóteo 1.9 lemos:

Que nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Essa graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos,”

         De forma clara vemos nesse texto e contextos, que a intenção original de Deus não foi a promulgação da Lei, mas que o seu desejo desde a eternidade foi a manifestação da Sua maravilhosa Graça a todos os homens. Isto fica muito claro quando lemos Gênesis 1.28a “Deus os abençoou e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra!” 

             A ideia original de Deus foi que o homem que fora criado para Louvor da Sua Glória pudesse estar se multiplicando e gerando multidões de adoradores que O estariam adorando em espírito e em verdade. (Jo 4.23)

            A Lei foi instaurada então por Deus em razão da transgressão e pecado do homem contra Deus. (Gn 3) Com a entrada do pecado na humanidade através dos nossos primeiros pais (Adão e Eva), uma promessa de reconciliação do homem com Deus foi anunciada. (Gn 3.15) o descendente da mulher (O mediador - Jesus), esmagaria a cabeça da Serpente (Satanás). Nesse mesmo contexto, Gálatas 3.19 nos afirma: “Qual era então o propósito da Lei? Foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o Descendente a quem se referia a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador.”

            Após a entrada do pecado no mundo, os homens se viram arruinados e separados de Deus! Por mais de 1600 anos os homens estiveram perdidos e longe de Deus. O pecado e maldade chegou a tal ponto, que Deus decidiu exterminar por completo da face da terra o homem que criara (Gn 6. 5-7). Toda a raça humana não foi extinta da terra, porque Deus encontrou Noé, um homem que o temia. A Bíblia afirma em Gênesis 6.9 que “Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus.” 

           Aqui se vê revelado o grande amor de Deus pelos homens, pois através do temor e obediência de Noé a Deus, ele e sua família foram poupados da destruição que veio através do dilúvio. Contudo, a semente do pecado adâmico permanecia neles e no transcurso do repovoamento da terra que se deu a partir da família de Noé, o pecado continuou na humanidade e perdura até aos dias de hoje.
           
            Para o cumprimento de sua promessa feita quando o homem pecou (Gn 3.15), Deus então escolhe um homem chamado Abrão, de Ur dos Caldeus; Ele o chama dentre os seus o abençoa e promete que através dele uma grande nação seria formada e que todas as famílias da terra seriam abençoadas através de Abraão (Gn 12. 1-3). Abraão obedeceu e Deus cumpriu sua promessa formando através dele uma grande nação afim de cumprir o seu grande plano de trazer ao mundo o Seu filho, por meio do qual Sua graça seria revelada aos homens. O povo de Deus foi conservado no Egito por mais de 400 anos, para que se tornassem fortes e numerosos (Gn 45. 5-7, Ex 1.7). Deus então cumpre os seus planos tirando o povo do Egito com grande poder (Ex 14. 21-22), para leva-los à Canaã prometida a Abraão (Ex 6. 2-5). Foi na caminhada do povo rumo a Canaã, chegando ao monte Sinai, que Deus através de Moisés, firmou uma aliança com o seu povo, entregando a eles as diversas leis que estariam regulamentando o seu relacionamento com Deus e entre si. Os livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, registram essas leis que ficaram conhecidas como a “Lei de Moisés” ou a “Lei de Deus”, da qual fazem parte os “Dez Mandamentos”. (Ex 19. 1-6)

            A lei foi dada por Deus para que o homem se tornasse consciente dos seus pecados (Rm 5.20). Quando o homem transgride o pecado é concretizado, com isto o mandamento é quebrado e a lei violada. O pecado sendo praticado é a evidência da rebelião interior. O homem caído com suas ações pecaminosas se rebelando contra Deus. A transgressão se manifesta quando o homem é atraído pelos seus desejos pecaminosos que emanam do coração e cede a tais desejos (Tg 1. 14,15). Diante do ato que foi praticado, a Lei diz: “Você transgrediu, você errou, você pecou.” Romanos 3.20 nos afirma: Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à Lei, pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado.” 

           A lei não justifica, ela somente revela que um ato pecaminoso foi cometido. Dessa forma aquele que pecou diante da lei se torna consciente do seu pecado que traz a essa pessoa sentimentos de culpa e condenação, dos quais não se livrará sozinho. Diante de tal realidade (s), o pecador percebe que necessita de salvação, perdão, justificação e libertação. Afirmamos pela Palavra de Deus segundo Gálatas 3. 23,24, que a Lei nos serviu de “aio”, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados.” Através da lei, o homem se tornou consciente do pecado e foi preparado que pudesse ser salvo pela Graça. 

           Através de Cristo Jesus, a maravilhosa Graça de Deus foi manifestada a todos os homens. Através da morte de Cristo na Cruz, o escrito de dívida de todos os homens foi cancelado. “A vós, estando mortos pelos vossos delitos e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, tendo-nos perdoado todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o inteiramente, cravando-o na cruz; e tendo despojado os principados e potestades, os exibiu abertamente, triunfando deles na mesma cruz” (Cl 2. 13-15)

            Em Cristo a lei cumpre o seu principal propósito: Ela aprisiona todos debaixo de si e os leva a Cristo, para serem libertos e salvos por sua Graça, mediante a Fé. Por isso Gálatas 3. 23,24 nos afirma que a lei teve a função de “aio”, nos conduzir a Cristo. Observa-se porém, que se uma pessoa não aceita a Justiça de Cristo por fé em sua vida, a lei não cumpre nela o seu propósito; essa pessoa continuará aprisionada a lei e não terá acesso a graça de Cristo. Morrendo em seu pecado, enfrentará o castigo de passar a eternidade separada de Deus no lago de fogo que é a segunda morte. (Ap. 20.15)

COMPREENDENDO ROMANOS 4.15

Agora podemos entender plenamente o texto de Romanos 4. 15. Porque a lei produz a ira. Quem fica irado? Ela produz, revela a ira de Deus ou seja a Justiça de Deus diante do pecado que foi cometido. E o texto termina dizendo: Porque onde não há lei, não há transgressão. Sim! Onde não há lei, não há compreensão da transgressão, do pecado! É isso que o texto está afirmando. Não há compreensão de que um pecado foi cometido contra Deus. Não há essa consciência. Contudo, é importante lembrar que biblicamente, mesmo sem o conhecimento da Lei os pecadores também perecerão. Romanos 2.12,13. Ou seja, não há desculpas para o pecado.

Esperamos ter ajudado com essa breve análise desse texto.

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