“Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.” (Sl 22.24)...
Quem nunca ouviu do filho: “Mãe, me deixa dormir na sua cama hoje?”
Quando os meus eram pequenos, todas as vezes em que adoeciam ou ficavam com
medo, vinham com os olhos brilhando me fazer tal pedido.
Muitas vezes, para não deixá-los mal acostumados, ao invés de vir à
minha cama, eu é que me dirigia à deles. E os mesmos se sentiam satisfeitos,
pois, na verdade, o que estavam requisitando com aquela frase não era a cama em
si, mas sim a minha companhia. Eles queriam dormir, ouvindo a minha voz, tendo
o meu braço nos seus pescoços, sentindo a segurança da minha presença, e então,
em poucos minutos, acabavam adormecendo.
Sabe, muitas vezes, por não sermos mais crianças, ficamos
com vergonha de pedir ao nosso Pai que nos deixe “dormir em Sua cama”. Por já
estarmos crescidos, achamos que conseguimos vencer nossos medos e dilemas
sozinhos. Mas saiba de uma coisa: Deus sente-se feliz por poder ir até à nossa
“cama”, colocar o braço em nosso pescoço e nos aquietar com a Sua presença. Se
a “doença” bateu à porta, se a noite chegou, não hesite, corra para a cama do
Pai. Ele nunca dirá “não”. Então corra! Vá logo!
Kenia
Costa Gregório
Membro da Casa de Oração da Cehab - Itaperuna/RJ




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